FACHADAS E LOUGRADOUROS (URBANISMO)
Podemos definir fachada como uma das faces de um projeto arquitetônico. Logo, entendemos fachadas como uma parede que possui algo a mais do que janelas e portas. Elas devem interagir com o interior do ambiente, permitindo acessibilidade, ventilação e iluminação, sem esquecer da harmonia estética.
A definição de logradouro é compreendida por áreas públicas como praças, parques, jardins e ruas. Esses espaços são considerados locais para lazer, recreação, fluxo e proporcionam ao mesmo tempo uma harmonia junto ao entorno. Por isso devem também passar por um estudo de integração bem como a realização de um projeto conceitual.
Largo do Boticário – Rio de Janeiro
Praça Mauá
Casa com musharabi de origem Árabe
Mac – Niterói
As fachadas caracterizam-se por estilos, seja os mais diversos possíveis, como o estilo Barroco, séc. XVI aqui no Brasil, caracterizado por edifícios religiosos. O Neoclassicismo, séc. XIX, caracterizado por um pórtico central com frontão triangular sustentado por colunas clássicas, e na transição do XIX e XX, o Romantismo e Ecletismo, com interiores extremamente luxuosos e fachadas sobrecarregadas de ornamentos e estatuária, o Neogótico, entre o fim do séc. XIX e meados do XX, visível na construção sacra, início do séc. XX, Art Nouveau e Art Déco, inicia-se assim a modernidade e ao modernismo. A partir da década de 70, o pós-modesnismo e a contemporaneidade, o concreto aparente começa a ser abandonado e enfatiza-se o desenvolvimento da tecnologia de ponta (high tech) para diversas soluções criativas.
Na cidade é necessária uma atividade relacionada com o estudo, regulação, controle e planejamento. O Urbanismo veio como uma forma de designar esses conceitos, bem como associar-se a idéia de que a cidades são objetos a serem estudados, mas do que simplesmente trabalhados.
Por ser uma ciência humana, o urbanismo corresponde a uma forma de se projetar e ordenar as cidades a partir do crescimento demográfico.
Logo, o urbanismo dialoga com a arquitetura da paisagem, com o design e com a política. Necessita-se também do conhecimento nas áreas de ecologia, geologia, geografia para elaboração das idéias.
É através dele que podemos desenvolver e executar projetos para logradouros de acordo com a infra-estrutura das cidades.
INTERIORES
É denominado como ambientes interiores: casas, cômodos, residências, escritórios, consultórios, etc. Esses espaços são estudados e analisados de acordo com a necessidade do homem por objetos para o seu conforto no dia a dia, sejam eles no trabalho ou em sua residência.
De acordo com a vontade de se estabelecer uma ordem ou uma organização no espaço em que vivemos, surgiu então uma nova profissão, caracterizada por ser uma técnica cenográfica, visual e arquitetônica de composição e decoração desses ambientes, o designer de interiores.
Essa prática consiste em planejar espaços, escolhendo e combinando diversos elementos, criando relações estéticas e principalmente funcionais que dependam do fim a que se destinam. Para que se projete de uma maneira coerente, é preciso ter alguns conhecimentos específicos, como cores, materiais, texturas, móveis e acessórios.
Na medida em que as sociedades da antiguidade evoluem, surge a casa como sinônimo de propriedade privada de um indivíduo ou de uma família, a partir daí começa a preocupação do homem em dividir o ambiente em que morava, em espaços voltados para suas atividades, como dormir, comer, tomar banho,....
Existem vários aspectos que compõem um bom planejamento e desenvolvimento de um projeto de interior. A análise da exigência do cliente, como suas necessidades, faz com que se trabalhe a forma e a função do espaço em que vai ocupar e utilizar.
A partir daí, são verificados os materiais, revestimentos, acabamentos e cores para essa composição entre os conceitos estabelecidos e que ao mesmo tempo estejam em consonância com a vida e o meio ambiente.
Apos esta etapa, acontece à especificação do mobiliário, equipamentos e etc., bem como o orçamento para a elaboração de cronogramas de execução.
Hoje em dia o conceito de praticidade e funcionalidade está em alta, devido ao tipo de vida que levamos com a modernidade. Por isso, busca-se cada vez mais projetar espaços adequados para nosso uso. É importante lembrar também que de acordo com as transformações que a natureza vem respondendo ao homem,
Faz-se assim a obrigatoriedade no uso de materiais ecologicamente corretos, para a preservação do meio ambiente.
MATERIAIS
Atualmente, diante das constantes variações no sistema climático, o mundo vem acompanhando diversas mudanças na natureza, decorrentes da ação do próprio homem.
Diante disso, vimos que a solução seria procurar estabelecer uma melhor relação entre o avanço tecnológico e as necessidades do ser humano.
Através da exploração e uso de materiais ecologicamente corretos, vê-se então a necessidade de utilizá-los na construção civil e no desenvolvimento de produtos voltados para a área de interiores e arquitetura.
O propósito seria a redução de custos, agilidade de execução e durabilidade como uma forma de atualizar o conhecimento nesta área.
A sustentabilidade é o assunto do momento. Existe uma preocupação muito grande em economizar custos com matérias na construção civil, mas principalmente a energia que seria responsável por boa parte do consumo da mundial.
Por isso o uso de materiais cada vez mais voltados para a ecologia, como uma forma de caracterizá-los importante na construção civil.
Materiais como acrílico, possuem versatilidade em adquirir formas por diversos métodos construtivos, seu uso considerado o mais usado a nível mundial, pode ser notado na fabricação de expositores, displays, móveis entre outros.
Fibra de coco, fabricado através da casca do coco maduro. Comercializada em placas de 20x20cm, pode ser usada em paredes, bancadas, móveis… Existem alguns tipos de acabamento, entre eles: o natural feito com a parte interna do coco. Polido, feita com lixamento e polimento, apresentando uma textura lisa e polida.
Tensai, tecido de fibra de vidro a prova de rachadura, possua grande resistência, usado em paredes,… pode ser pintado de qualquer cor.
Palha, fibras naturais feita com fios de algodão ou seda. Naturais, tingidas ou alvejadas, são adequadas para forrar tetos e paredes, enquanto o sisal permite a substituição do carpete, ao cobrir pisos e rodapés.
O policog é um material que trouxe para o Brasil uma tecnologia revolucionária, transformar lixo plástico em matéria prima. Então surgiu essa madeira plástica, substituindo a madeira convencional, ou seja, livre de manutenção. Muito utilizado em decks, bancos, movies, pesos e muito mais.
A Madeira certificada, como o caso do Eucalipto e a Teca, são matérias prima de reflorestamento, muito usada em paredes, movies, piso, assim como o MDF.